Supernatural
01 JAN 2019
Esta publicação confere minhas opiniões pessoas sobre religião,Deus e a salvação bíblica.Não é de minha intenção ofender ou ridicularizar as crenças alheias,portanto,ciente disso,espero que qualquer um que vir a ler isso esteja de mente aberta e,se desejar,receptivo quanto ao diálogo saudável e respeitoso.

Cristianismo,sacrifício de Jesus e a "salvação" 
Muito se discute sobre a existência e a veracidade do Jesus histórico.Há quem concorde que ele existiu e em contrapartida também crê que a história sofreu vários aumentativos e partes fantasiosas.Fato é,que a maioria das pessoas acreditam de forma ortodoxa na história bíblica e,nesse contexto aqui vai a grande questão:

Deus enviou seu filho para morrer por nós e nos eximir de nossos pecados,nos permitindo a vida eterna no paraíso.Em troca,tudo que temos que fazer é nos arrepender de nossos pecados e aceitar Jesus como nosso único e verdadeiro salvador.

Se Deus e Jesus são a mesma coisa (de acordo com a santíssima trindade),é lógico e crível que ele tenha enviado a si mesmo,se sacrificado e retornado aos "céus" em seguida? E,sabendo ele que após tal acontecimento retornaria,qual a credibilidade desse sacrifício? Por último,a questão é porque era necessário tamanho sofrimento e barbárie para nos salvar e livrar de nossos pecados*,sendo Deus bom por natureza? É curioso pensar que com todos os seus poderes grandiosos e controle,Deus não foi capaz de simplesmente evitar tal sofrimento e nos perdoar por si próprio,concedendo logo o ingresso ao "paraíso".Dizer que era necessário que Jesus tomasse nossas dores ou argumentar que "Deus sabe o que faz" não responde nenhuma dessas perguntas.

Um outro ponto interessante é a "salvação".Esse contexto religioso parte do princípio de que somos pecadores,logo culpados,antes mesmo de nascer,ou seja,antes mesmo de formarmos  a consciência do que é pecar (ninguém ensina uma criança a pecar,ela nasce pecadora como descendente de Adão).Os que creem nisso tomam como objetivo de vida "não ir para o inferno" APÓS a morte (sem entrar no mérito de vida pós morte).A grosso modo,o ser nasce culpado,fadado a ir para o inferno e deve seguir as normas de Deus para ser salvo.É justo? Faz mais sentido dizer que a grande ameaça é o próprio Deus e suas regras.No jogo,se Jesus é  o enviado para nos salvar e também é o próprio Deus,logo ele veio,na forma de Jesus,para nos salvar dele mesmo e de suas regras.Ele te incrimina (naturalmente pecador),e em seguida advoga à seu favor CONTANTO que você siga suas regras.Herói ou vilão? 
                                     Campos elíseos

O suicídio é outro assuntos mais interessantes para se questionar a "bondade" de Deus,especialmente porque seus seguidores divergem bastante entre si até mesmo sobre a posição da própria bíblia sobre isso.Alguns dizem que o suicída,em qualquer circunstância irá para o inferno,o que me faz pensar,novamente;se Deus é tão bondoso porque é incapaz de entender o sofrimento pelo qual passa a vítima e,ao invés de recebê-la de braços abertos a condena à um sofrimento ainda maior como punição? raciocínio lógico e simples;outra tese é a de que Deus não permite que um cristão efetivamente cometa suicídio,o que me faz pensar que,então,ao menos permite que ele chegue a um estado próximo desse ato e,sendo assim,sua bondade segue questionável.

Paradoxo de Epicuro 

Enquanto onisciente e onipotente tem conhecimento de todo mal e poder para acabar com ele,mas não o faz.Então não é onibenevolente.

Enquanto onipotente e onibenevolente tem poder para extinguir o mal,e quer fazê-lo.Mas não o faz pois não sabe o quanto e onde o mal está.Então não é onisciente.

Enquanto onisciente e onibenevolente sabe de todo o mal que existe e quer mudá-lo,não o faz pois não é capaz.Então não é onipotente.

Onibenevolente = bom,sob qualquer circunstância
Onipotente = capaz de tudo
Onisciente = sabe de todas as coisas


Deus
Note a imagem acima que detalha melhor o paradoxo.A parte mais interessante,ao meu ver,fica por conta do final:

"Deus poderia ter criado um universo com livre arbítrio mas sem o mal?" Sendo a resposta negativa somos direcionados para "então ele não é onipotente".E é aqui que muitos crentes diriam "é impossível" livre arbítrio sem o mal,pois se trata justamente disso,escolha.Os mesmos não percebem que ser onipotente é EXATAMENTE isso,ter o poder que vai além da nossa compreensão e do que é possível para nós.Desta maneira,Deus seria completamente capaz de criar outro mecanismo que nos permitisse a liberdade de escolha sem a presença do mal.

Outro ponto extremamente importante a ser notado na imagem é a pergunta "então porque o mal existe?" que,se escolhida a opção "para nos testar" nos leva a ideia de que,teoricamente ele é oniconsciente e sendo assim,nos testar é perda de tempo.

Eu acredito em Deus!
   Sim,eu acredito em Deus.Pelo menos no sentido de existência,se levarmos em conta que "acreditar" pode ter a mesma conotação de "confiar",em algumas situações.Cresci,como a maioria do povo brasileiro,sendo ensinado a acreditar e a louvar um ser mágico maior do que todos nós e apesar de minhas incansáveis tentativas de ser um "apateísta" (termo que classifica aquele que é indiferente em relação a religões ou deuses) acabei percebendo que sou bastante crente em relação a existência de um Deus por acreditar em um conceito básico de natureza superior que explicarei aqui.Entretanto,tenho sérias divergências sobre as vontades e o que esse ser realmente é,como já deixei claro no início dessa postagem.Não me parece lógico,tampouco plausível que um ser dotado de poderes tão grandiosos e supostamente misericordioso,recuse ajuda à sua criação amada,de forma efetiva (guerras,problemas,doenças) em razão de algo duvidoso que chamam de "lívre arbítrio".Mas já falamos bastante sobre isso acima,no paradoxo de Epicuro.Eu poderia,de maneira simplista,apenas dizer que para mim somos objetos de um ser de natureza superior,que tem suas próprias vontades e decide por ele mesmo o que acontece por aqui (diferente do Deus e Deuses da maioria das religiões incluindo o cristianismo,que creem no ser onibenevolente) tal qual um ser humano pode reunir um animal inferior em seu quintal e decidir o que,quando e onde eles comem (com a ressalva da ausência de mística poderes e adoração) sendo,desta maneira,o "Deus" deles.Percebe o conceito de raça superior do exemplo?

A maioria das pessoas,doutrinadas e cegas,incapazes de pensar por elas mesmas,repulsam a ideia de abrirem suas mentes e ver a figura como um todo e não só o que está diante de seus olhos,aquilo que é óbvio e não exige que elas pensem.Talvez por medo de perderem a "salvação" pela qual tanto oram e investem seu tempo e energia,já que cresceram em um ambiente onde essa ideia é concreta e amplamente difundida (ao ser comum tudo que é fato social e endossado pela maioria torna-se imune ao questionamento).Em suma,creio em um ser acima de nós,duvido de sua bondade e acho totalmente incrível,incoerente e sem base a história que contam em seu nome com o propósito de o venerar e recrtutar seguidores.

Studio Bordon