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| 10.OUT 2017 | conteúdo extra |
PONDERAÇÕES SOBRE O CURSO DA VIDA
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Em 2005 aconteceram as primeiras perdas,viagens e oportunidades negadas de se mudar a vida.Acaba de encontrar em sua biblioteca de sentimentos algo novo e como tudo que é primário cheira a desafio,há de reinventar-se e sepultar feridas passadas para lidar com as novas.O tempo,cada vez mais evidenciará que somos seres em eterna formação até o fim da vida.Mas enquanto esse rio corre,em meio a dores,aplausos e dissabores,existe um aprendizado que acontece desde a despedida da infância,se entrelaçando a nostalgia e esbarrando em um mistério quanto a seu fim.
O marasmo do crescer começou ao ver a mesa do café da manhã se transformar em um amontoado de remédios da avó,ao ver a decoração natalina perder brilho no porão e a indiscreta placa de "vende-se" insistir em permanecer na entrada.O primeiro aniversário sozinho e os retratos rasurados agora servem para ilustrar o fim de um ciclo,que ecoa no desejo de visitar o passado como se as fotos e a própria memória não fossem suficientes como se aqui só bastaria transcender o que é mundano e ver em cores como eram as coisas há dez anos atrás,a rua de casa,o rosto das pessoas,o que se tocava no rádio e as notícias da tv.Idealizações que,como amores,são impossíveis e perturbações quânticas.Sem bubuia e sem dopagem,no momento dessa passagem,a vida enfim deixou de ser recreio e se diluiu em êxtase,na consumação do novo que queima para o mal quando chega a aflição de gente grande e arde para o bem nas proximidades da realização de um sonho.
Sobre pessoas,aprende-se que muito do que são vem de suas percepções sobre o mundo e o nível de amor ao qual cresceram expostas.A fina água da chuva que cai sobre a mesa é,para outros,uma terrível maré que invade o convés de suas embarcações.À estes,cujo infortúnio os faz decidir se vivem ou morrem (fazendo-se assim todas as outras escolhas) resta por si só serem capazes de desviar seus olhares das lentes de seus estados mentais,que não refletem o mundo real e se afiar frente às demais ameaças.Como chegarão à solução não cabe a nós decidir.
Afortunadamente,cada um é dono de um destino,sendo o responsável pelas decisões e estando ciente de cada detalhe que acontece em absolutamente todo o tempo.E sobre si,o novo de que aqui falamos foi o compreender-se como coadjuvante,sem virtualização da vida ou qualquer espécie de auto-sabotagem.A aceitação dos fatos se firmou na fé em que cada peça tem sua função na engrenagem,afinal,mais do que em que se acredita a vida é feita no que se quer acreditar.
Aos que nos são queridos as despedidas serão constantes eles continuem por aqui ou não.Seja como for,à essa altura eu hei de ter vivência que seja suficiente para lidar com a natureza de ausências temporárias e permanentes.No mundo como o que vivemos é muito fácil se distrair com as dificuldades e fazer de nossas desventuras maiores do que elas de fato são.De 2005 pra cá eu me diverti,aprendi e acima de tudo aceitei a ideia do 'permita-se' e em caso de dúvida assim continuarei fazendo.Ainda que eu não seja mais uma criança,eu vou sempre brincar com os números de um jeito que eles sigam me dizendo que a vida apenas começou,não importa a idade que eu tenha.Eu sigo interpretando papéis,a mercê das forças que governam meu caminhar.O marasmo do crescer é algo a mais dentre tudo que aprendemos juntos e de tudo que está por vir.
Sobre pessoas,aprende-se que muito do que são vem de suas percepções sobre o mundo e o nível de amor ao qual cresceram expostas.A fina água da chuva que cai sobre a mesa é,para outros,uma terrível maré que invade o convés de suas embarcações.À estes,cujo infortúnio os faz decidir se vivem ou morrem (fazendo-se assim todas as outras escolhas) resta por si só serem capazes de desviar seus olhares das lentes de seus estados mentais,que não refletem o mundo real e se afiar frente às demais ameaças.Como chegarão à solução não cabe a nós decidir.
Afortunadamente,cada um é dono de um destino,sendo o responsável pelas decisões e estando ciente de cada detalhe que acontece em absolutamente todo o tempo.E sobre si,o novo de que aqui falamos foi o compreender-se como coadjuvante,sem virtualização da vida ou qualquer espécie de auto-sabotagem.A aceitação dos fatos se firmou na fé em que cada peça tem sua função na engrenagem,afinal,mais do que em que se acredita a vida é feita no que se quer acreditar.
Aos que nos são queridos as despedidas serão constantes eles continuem por aqui ou não.Seja como for,à essa altura eu hei de ter vivência que seja suficiente para lidar com a natureza de ausências temporárias e permanentes.No mundo como o que vivemos é muito fácil se distrair com as dificuldades e fazer de nossas desventuras maiores do que elas de fato são.De 2005 pra cá eu me diverti,aprendi e acima de tudo aceitei a ideia do 'permita-se' e em caso de dúvida assim continuarei fazendo.Ainda que eu não seja mais uma criança,eu vou sempre brincar com os números de um jeito que eles sigam me dizendo que a vida apenas começou,não importa a idade que eu tenha.Eu sigo interpretando papéis,a mercê das forças que governam meu caminhar.O marasmo do crescer é algo a mais dentre tudo que aprendemos juntos e de tudo que está por vir.

